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	<title>Praxis Sistemica</title>
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	<description>Somente através da ação, saímos do campo das ideias e transformamos ativamente nossas respostas aos estímulos dos campos de informação que nos permeiam.</description>
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	<title>Praxis Sistemica</title>
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		<title>Lançamento do Livro Eletrônico sobre Direitos das Pessoas com Deficiência</title>
		<link>https://www.praxisistemica.com.br/lancamento-do-livro-eletronico-sobre-direitos-das-pessoas-com-deficiencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2020 14:54:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Ruth Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[direito das pessoas com deficiencia]]></category>
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		<category><![CDATA[Práxis Sistêmica]]></category>
		<category><![CDATA[Seminário de Inclusão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acesse gratuitamente nas plataformas do Smashwords ou baixe através do link: E-book &#8211; Seminário de Inclusão &#8211; Direito das Pessoas com Deficiência (com acessibilidade) &#8211; Práxis Sistêmica. O livro também está disponível pelo Kindle da Amazon por um preço simbólico.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Acesse gratuitamente nas plataformas do <strong><a href="https://www.smashwords.com/books/view/1020419" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Smashwords</a></strong> ou baixe através do link: <strong><a href="https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2020/08/E-book-Seminario-de-Inclusao-Direito-das-Pessoas-com-Deficiencia-com-acessibilidade-Praxis-Sistemica.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">E-book &#8211; Seminário de Inclusão &#8211; Direito das Pessoas com Deficiência (com acessibilidade) &#8211; Práxis Sistêmica</a></strong>. O livro também está disponível pelo <strong><a href="https://www.amazon.com.br/Semin%C3%A1rio-Inclus%C3%A3o-Direito-Pessoas-Defici%C3%AAncia-ebook/dp/B087YXFLV3">Kindle</a></strong> da Amazon por um preço simbólico.</p>
<p>O lançamento do livro eletrônico foi online no dia 12 de setembro de 2020, das 09h às 12h e a gravação disponível no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ecgdtvCbby4&amp;feature=youtu.be"><span style="color: #0000ff;"><strong>youtube</strong></span></a>, conforme programação abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></p>
<p><strong>09h | Apresentação do livro sobre o direito das pessoas com deficiência</strong></p>
<p>Ruth Barbosa, filósofa e integrante da Práxis Sistêmica<br />
Caio Souza, advogado e presidente da CDPD-OAB/RJ<br />
Marcos Weiss Bliacheris, advogado da união e ativista pela inclusão e acessibilidade<br />
Amir Ribemboim Bliacheris, estudante e autista<br />
<strong>Debate</strong></p>
<p><strong>10h30 | Novos diálogos sobre Inclusão e Acessibilidade</strong></p>
<p>Juliana Lopes, advogada e integrante da Práxis Sistêmica<br />
Luís Claudio Freitas, procurador do Banco Central e ativista pela inclusão e acessibilidade<br />
Gabriela Pereira, idealizadora e coordenadora do AMPARA, criadora do canal FAMÍLIA ATIPICA<br />
Bárbara Bellaguarda, guerreira e resiliente. Superando todos os diagnósticos foi alfabetizada e cursou o Colegial. É artesã, massoterapeuta e tem aula de canto<br />
<strong>Debate</strong></p>
<p><strong>11h30 | Encerramento com os músicos Luiz Guilherme Ganimi e Luanda Oliveira </strong></p>
<div class="pvc_clear"></div>
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		<title>COMUNICADO</title>
		<link>https://www.praxisistemica.com.br/comunicado-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2020 23:37:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tendo em vista a situação que agrava a cada momento, a curva ascendente da contaminação pelo coronavírus, decidimos, com o coração apertado mas atendendo a responsabilidade social, cancelar o próximo módulo. Crescemos juntos! Neste momento em que a contaminação aumenta</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tendo em vista a situação que agrava a cada momento, a curva ascendente da contaminação pelo coronavírus, decidimos, com o coração apertado mas atendendo a responsabilidade social, cancelar o próximo módulo.</p>
<p>Crescemos juntos!</p>
<p>Neste momento em que a contaminação aumenta a cada hora, precisamos ter consciência da nossa responsabilidade junto as pessoas não apenas com os nossos.</p>
<p>Quando a curva decrescer e estabilizar, mostrando que o vírus entrou em estado de &#8220;compartilhamento da vida&#8221; conosco, voltaremos as nossas atividades.</p>
<p>Não é uma decisão fácil tendo em vista a alegria que todas nós da Práxis sentimos quando estamos juntas, no processo de aprendizado do Curso de Formação em Constelação.</p>
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		<title>A Inclusão Sob a Ótica dos Sistemas Operacionais Criacionistas e Evolucionistas</title>
		<link>https://www.praxisistemica.com.br/a-inclusao-sob-a-otica-dos-sistemas-operacionais-criacionistas-e-evolucionistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Dec 2019 18:17:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ruth Barbosa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Coluna Práxis / Coordenadora Juliana Lopes Ferreira Estamos num momento histórico no qual alguns comportamentos tidos como naturais começam a ser questionados. E provocam mudanças nem sempre entendidas pela maioria das pessoas e que entram numa rota de difícil retorno.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>Coluna Práxis / Coordenadora Juliana Lopes Ferreira</em></strong></p>
<p>Estamos num momento histórico no qual alguns comportamentos tidos como naturais começam a ser questionados. E provocam mudanças nem sempre entendidas pela maioria das pessoas e que entram numa rota de difícil retorno.</p>
<p>A conquista pelos direitos humanos, o voto feminino, por exemplo, foram anomalias no início. Anomalia que, segundo Thomas Kuhn<em>, </em>“é uma violação as expectativas paradigmáticas que governam a ciência normal<em>” </em>(1)<em>. </em></p>
<p>Trazendo o mesmo conceito para o desenvolvimento da sociedade humana, violar as expectativas de uma sociedade patriarcal é o caminho da evolução da sociedade e, assim, as mulheres começam a conquistar um lugar na estrutura social.</p>
<p>A luta pela implantação dos Direitos Humanos e pelo respeito à Natureza, a inclusão dos chamados “diferentes”, por exemplo, ensejam mudanças inicialmente quase imperceptíveis, mas que abrem caminho nas fraturas do sistema social em vigor que já não responde aos anseios da Alma humana. Esse movimento configura o surgimento de uma Nova Estrutura, composta do que antes era considerada anomalia e que será a base do novo modelo paradigmático.</p>
<p>A exclusão sempre foi um recurso usado pela humanidade para não entrar em contato com o diferente, com o que não cabia na interpretação de um mundo resultante de um sistema rígido e de hierarquia verticalizada. Os loucos, os deficientes, os que questionavam o rígido e o hierarquizado, com escoras no sagrado e no misterioso, eram excluídos.</p>
<p>Assim como na Natureza, tudo segue um fluxo de desenvolvimento. É assim, também, no desenvolvimento das sociedades e na evolução do conhecimento, possibilitando um movimento espiralado de avanços sociais e existencial (2).</p>
<p>O progresso não é ascendente e não se eleva, não se dirige para cima ou para um cume de verdades absolutas. O desenvolvimento seja do conhecimento ou da consciência humana é expansivo. Não existe acima, nem abaixo. Sempre varrendo as teorias ou conceitos que já não respondem ao anseio humano, o que permanece em algum momento não terá resposta para as novas questões que surgem no futuro. Daí a provisoriedade das verdades, cientificas ou não (3).</p>
<p>Para Karl Popper, filósofo austríaco, viver é um processo de solução de problemas até mesmo para uma ameba. E para resolver qualquer problema “P” é preciso criar uma teoria “T”. Eliminar os erros “EE” da teoria e chegar a uma solução “S”. E essa solução trará embutida em si mesma novos problemas “Pn” que não existiam no problema “P”, necessitando de novas teorias para chegar a novas soluções.</p>
<p>À medida que o conhecimento vai avançando, como indivíduo e como sociedade, a forma de organização também vai se transformando. E o que antes era aceitável passa agora a ser inadmissível.</p>
<p>Mas não é sem reação que acontecem as mudanças nos sistemas e na consciência humana. Novas teorias são criadas para atender as novas perguntas resultantes desta evolução e da seleção natural de organizações humanas. As anomalias podem ser deixadas de lado ou podem se impor fazendo surgir a necessidade de um novo modelo para dar conta das novas questões que surgem.</p>
<p>A inclusão dos chamados deficientes se impõe no novo modelo de convivência entre os humanos, indicando o surgimento de uma Nova Estrutura que olha o Ser dentro de um corpo e não um corpo que tem um Ser. Para este Ser, o corpo do jeito que é conduz o fluxo da Vida que pode se manifestar de forma diferente do padrão criado culturalmente.</p>
<p>A sociedade se construiu tendo como padrão o atendimento da maioria. Para a sociedade, obrigatoriamente, todos teriam os cinco sentidos e o corpo completo para ser aceito. Estes conceitos estavam em consonância com o Sistema Operacional Criacionista.</p>
<p>O sistema operacional criacionista está fundamentado no mito da criação do mundo por um ser divino que fez a terra e todo os seres viventes em seis dias. Um ser que, tendo criado o homem e vendo que não era bom que ele estivesse sozinho, criou a mulher, precisando, para tal, retirar o DNA a ser modificado da costela de sua criação máxima: o homem. Assim, no mito, homem e mulher são colocados no paraíso, onde tudo está feito e perfeito. Nada a fazer, portanto, impossibilitando aos seres criados, perfeitos, o acesso à criatividade. Para eles, apenas o viver.</p>
<p>Ainda bem que a criatividade feminina botou o plano de limitação da raça humana a perder. Pela observação da cultura das sociedades através dos milênios, os sistemas de pensamento criados a partir desse sistema operacional produziu sistemas sociais fechados, com verdades absolutas e onde o que não é perfeito precisa ser escondido para não colocar em xeque a perfeição divina. E como, no mito, houve a expulsão do paraíso, a tendência dos sistemas de pensamento conectados e operados pelo criacionismo é sempre achar que antigamente era muito melhor que hoje.</p>
<p>Já o Sistema Operacional da Evolução da Espécie e Seleção Natural abarca todas as mudanças, sendo ligado as anomalias que podem (ou não) forçar a busca de explicações mais lógicas através da criatividade humana e do desvelamento do funcionamento de si e da Natureza para o aprimoramento da Natureza e do humano.</p>
<p>O Sistema Operacional baseado no mito da criação opera os sistemas fechados, de hierarquia verticalizada, com forte tendência ao pertencimento e ao controle do que se dá e do que se recebe. Não bastasse a criação no mito ser mágica, acrescentou-se a culpa pela desobediência, momento único no qual o homem seguiu, a contragosto, a inquietação criativa da mulher em relação à maçã. O resultado foi a punição por ousarem criar uma forma de viver saindo do tédio da perfeição.</p>
<p>O criacionismo como mito teve a função de naturalizar o controle do homem sobre a mulher, subordinando-a, sem perceber o grave efeito colateral para o homem: o peso de ser o protetor, o forte, a cabeça pensante. Sem contar o peso tanto do homem quanto da mulher: sempre serem e terem filhos perfeitos, dentro de uma perfectibilidade inexistente.</p>
<p>Mas para aliviar um pouco a pressão interna e externa é oferecida a possibilidade de ser “escolhido e capacitado” para ser o diferente: sistema binário, fechado, onde tudo que foge do já estabelecido não tem pertencimento.</p>
<p>O esgotamento desse sistema é perceptível pela implosão da sociedade patriarcal através dos movimentos dos direitos do Ser, tenham os cinco sentidos ou não, tenham corpos completos ou não. Este Ser pode se expressar da maneira que lhe aprouver ou lhe for possível, buscando o conforto existencial da forma que sua Autonomia Existencial lhe permitir: sem culpa, sem medo e com uma profunda alegria de viver.</p>
<p>O mundo comporta infinitas possibilidades de interpretação. Cada Ser é um universo em ebulição e a humanidade que ainda não chegou, ainda,  ao ápice do Homo Sapiens (4), caminha, ora em passos lentos, ora em compasso de espera, rumo à implantação da  Ética da Solidariedade (5), num trabalho de expansão da consciência, do conhecimento e que faz parte de mudanças regidas pela Vontade que é, simplesmente, a expressão da Potência do Além Homem Nietzschiano.</p>
<p>A inexorabilidade do processo de desenvolvimento humano impele este Ser de construir as condições necessárias para superar a condição ainda não humana de excluir quem não faz parte do padrão estabelecido.</p>
<p>Nos sistemas fechados a troca dos elementos com o exterior é mínimo. A grande atividade fica restrita a comunicação entre os elementos internos. O sistema aberto interage com o meio externo (6). O crescimento do conhecimento se dá na interação das várias teorias para que haja uma seleção natural e permaneça as que trazem mudanças nos sistemas.</p>
<p>Assim também acontece nos sistemas sociais. Quando fechados, permanecem presos à tradição, fazendo sempre o mesmo e, consequentemente, obtendo o mesmo resultado.</p>
<p>O Sistema Operacional Evolutivo é aberto, sempre submetido a busca pelo aprimoramento dos instrumentos que possibilitam mudanças estruturais.</p>
<p>No reino animal a seleção das espécies se dá seguindo leis de sobrevivência, o mais forte ou o que tem a melhor estratégia seguem. Já no reino hominal a evolução seguindo os sistemas de pensamento criados desde a caverna, quando ficavam juntos apenas para garantir a sobrevivência da espécie. Com o tempo surge na alma humana o anseio de estar junto para conviver e aparecem as tribos. Com o passar do tempo a vontade de querer as coisas por si, sem tutela dos mais velhos como era nas tribos. E aparecem os impérios: ambição desmedida, sendo os interesses privados colocados acima de tudo e de todos. Logo surge outro anseio na alma humana por uma sociedade organizada, aparecendo os Estados: lei e ordem, cada um no seu lugar (2).</p>
<p>Como não se pode fugir do desejo de expandir, é criado outro sistema de pensamento em que a criatividade ocupa o lugar principal. Há que se criar estratégias para chegar onde se quer, sem a força bruta. Mantendo a estratégia, novo sistema de pensamento aparece com hierarquias horizontais e fortalecimento dos direitos das mulheres. O lema desse sistema de pensamento é olhar para si e para o outro, seja quem for este outro: árvore, bicho ou gente. O movimento Hippie traz mudanças nos comportamentos e nas roupas embalado pelo <em>rock and roll</em> (2).</p>
<p>A partir daí, o próximo sistema que surge com a hierarquia em rede, na qual a competência e o conhecimento dão o tom das relações em suas múltiplas facetas. Conhecimentos múltiplos, cada um com sua importância em dado momento. Daqui para frente os sistemas de pensamentos se sofisticam olhando a si, ao outro, a Natureza e aos Universos. E as pessoas que já olham o mundo por esta janela querem mais. Querem todos com as mesmas oportunidades e possibilidades para escolherem o que mais as fazem felizes.</p>
<p>Com a inclusão de todos em uma comunidade viva em rede se constrói uma força que varrerá para o lixo da história os que pensam deter a caminhada do Ser em suas múltiplas expressões.</p>
<p>Todos, com mãos ou sem, com braços ou sem, com pernas ou sem, com cinco, com quatro, com três, com dois sentidos ou com apenas a capacidade de pensar serão bem-vindos e encontrarão alegria de Viver. A Vida é o Bem Maior. É muito bom viver!!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Notas e Referências</p>
<p>KUHN, Thomas S. <em>A Estrutura das Revoluções Científicas</em>. 2ª edição. São Paulo: Perspectiva, 2013.</p>
<p>BECK, Don Edward; COWAN, Christopher C. <em>Dinâmica da Espiral</em>: Dominar valores liderança e mudanças. Lisboa: Instituto Piaget, 1996.</p>
<p>POPPER, Karl. <em>O eu e seu cérebro</em>. Campinas: Papirus; Brasília: UnB, 1991.</p>
<p>Do latim homem sábio; homem que sabe.</p>
<p>Hans. <em>O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica. </em>Rio de Janeiro, Contraponto: Ed. PUC-Rio, 2006.</p>
<p>BERTALANFFY, Ludwig von. <em>Teoria Geral dos Sistemas</em>: fundamentos, desenvolvimento e aplicações. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015</p>
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<p id="pvc_stats_7914" class="pvc_stats all  " data-element-id="7914" style=""><i class="pvc-stats-icon medium" aria-hidden="true"><svg aria-hidden="true" focusable="false" data-prefix="far" data-icon="chart-bar" role="img" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 512 512" class="svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x"><path fill="currentColor" d="M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z" class=""></path></svg></i> <img decoding="async" width="16" height="16" alt="Loading" src="https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/plugins/page-views-count/ajax-loader-2x.gif" border=0 /></p>
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		<title>A autonomia da vontade nas constelações familiares e nas mediações</title>
		<link>https://www.praxisistemica.com.br/a-autonomia-da-vontade-nas-constelacoes-familiares-e-nas-mediacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2019 22:28:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Constelação familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[conciliação]]></category>
		<category><![CDATA[legisação brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[MEDIAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[novajustiça]]></category>
		<category><![CDATA[solução consensual de conflitos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto de Rachel Serodio de Menezes e Juliana Lopes Ferreira para Coluna Práxis na Empório do Direito A busca pela autonomia das partes não é fonte nova da legislação brasileira. Desde o Código Civil de 1916 o contrato faz lei entre</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de Rachel Serodio de Menezes e Juliana Lopes Ferreira para Coluna Práxis na Empório do Direito</p>
<p>A busca pela autonomia das partes não é fonte nova da legislação brasileira. Desde o Código Civil de 1916 o contrato faz lei entre as partes e desde o Código de Processo Civil de 1975 as partes podiam convencionar cláusulas de eleição de foro. A lei civil de 2002 aumentou o rol dos negócios civis típicos e ampliou as possibilidades dos negócios civis atípicos.</p>
<p>Com a entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015 que se teve o maior avanço do princípio da autonomia da vontade, qual seja, a possibilidade de se realizar negócios processuais típicos não apenas como a cláusula de eleição de foro, mas ajustar prazos não peremptórios, definir suspensão de processos e até mesmo desistir de recursos.</p>
<p>Nas resoluções consensuais de conflitos esse princípio é uma máxima fundamental. Dispõe o código de ética dos conciliadores e mediadores judiciais que seja assegurada as partes “(&#8230;) uma decisão voluntária e não coercitiva, com liberdade para tomar as próprias decisões durante ou ao final do processo e de interrompê-lo a qualquer momento”(1) e tal diretriz repete-se na Lei de Mediação quando esta dispõe em seu artigo 2°, §2° que “ninguém será obrigado a permanecer em procedimento de mediação” (2).</p>
<p>Segundo DIDIER, o também chamado princípio do autorregramento da vontade é “corolário da liberdade”(3), sendo considerado o princípio mais importante sobre o tema. Dessa forma, tem-se a liberdade da pessoa envolvida no litígio como princípio basilar da mediação, seja na tomada de decisão pela melhor solução para seu problema, seja na definição das regras procedimentais ou até mesmo de seu encerramento.</p>
<p>Embora as partes que estejam envolvidas em conflitos familiares judicializados sejam obrigadas a comparecerem à sessão de mediação, não devem ser constrangidas pelos auxiliares de justiça a alcançarem um acordo, quiçá permanecerem no processo da mediação, que pode ser encerrado a qualquer tempo. O não comparecimento à audiência é considerado “ato atentatório à dignidade da justiça’. Nesse sentido, prevê o artigo 334 em seu §8º:</p>
<blockquote><p>“O não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação é considerado ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até dois por cento da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União ou do Estado.”</p></blockquote>
<p>BUENO explica que o mesmo enunciado se aplica à mediação, em que pese o silêncio do dispositivo. Para o autor, a medida demonstra a seriedade com a qual a legislação trata do assunto bem como “enfatiza a importância de autor e réu manifestarem-se de forma inequívoca sobre seu eventual desinteresse” (4).</p>
<p>De igual forma aplica-se à constelação familiar, na qual a presença das pessoas envolvidas em conflitos judicializados na sessão de constelação é de caráter voluntário, respeitando a autonomia das partes.</p>
<p>A constelação familiar é uma abordagem sistêmica criada pelo alemão Bert Hellinger que ao conhecer o trabalho da assistente social Virginia Satir percebe a oportunidade de tratar questões individuais por meio de representações familiares, tradução literal do nome da técnica em alemão “Familienaufstellung”, que perdeu parte do seu sentido ao ser traduzida do inglês para o português, ganhando o nome de Constelação (5).</p>
<p>Não deve ser considerada uma psicoterapia, mas sim uma vivência terapêutica que pode permitir que aquele que busca o judiciário para a resolução de um conflito se perceba através de dinâmicas ocultas nas relações familiares (6).</p>
<p>O amparo legal que possui as constelações familiares no âmbito jurídico se dá pelo artigo 3º, § 3º, do CPC, que dispõe: “A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial” bem como no artigo 694, do CPC: “Nas ações de família, todos os esforços serão empreendidos para a solução consensual da controvérsia, devendo o juiz dispor do auxílio de profissionais de outras áreas de conhecimento para a mediação e conciliação” (3).</p>
<p>A constelação é uma ferramenta utilizada na busca da autonomia existencial daqueles que batem à porta do Judiciário para a solução de seus conflitos, já que oferece instrumentos para não repetição de crenças e comportamentos dos sistemas familiares, permitindo que aquele individuo desenvolva e enxergue suas potencialidades e autonomia para definir dentro de uma contenda, em conjunto, as melhores decisões, sem a necessidade de ingerência do Estado Juiz.</p>
<p>Assim, o Poder Judiciário incorpora em seu campo de atuação todas as práticas que facilitem a resolução de conflito através da construção do consenso, como a conciliação, a mediação e as constelações familiares.</p>
<p>Em pesquisa recente realizada pela socióloga Barbara Mourão sobre o tema, no fórum da Regional da Leopoldina – Tribunal do Estado do Rio de Janeiro, a visão do judiciário foi positiva e melhorou para 70,4% dos participantes da prática no aspecto da consciência de não precisar de uma autoridade estatal para decidir seus conflitos (7). Junto a isso está atrelada aos participantes a percepção de um judiciário mais humanizado e preocupado com a condição emocional da história de vida de cada um dos integrantes.</p>
<p>As constelações familiares, se desenvolvidas com metodologia de trabalho e de pesquisa e praticadas com a observação da laicidade estatal e dos direitos constitucionais fundamentais, configuram um campo legítimo de trabalho, colocando-se à serviço das pessoas em uma nova estrutura de justiça, cuidadora e solidária.</p>
<p>O grande desafio atualmente é enxergar a abordagem como política pública para tratamento de conflitos e justamente a necessidade de se esclarecer seus propósitos alicerçados no pensamento sistêmico e nos direitos humanos, representando a abordagem um espaço que demanda mais investigações e pesquisas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>REFERÊNCIAS</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Resolução n° 125/2010 do Conselho Nacional da Justiça (CNJ). <strong>Diário de Justiça Eletrônico.</strong>° 39 (01 mar. 2011), p.2-15. Disponível em https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/atos-normativos?documento=156.</li>
<li>Lei n.° 13.140/2015. <strong>Diário Oficial da União, Seção 1</strong>. (29 jun. 2015), p.4. Disponível em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13140.ht">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13140.ht</a></li>
<li>BUENO, Cassio Scarpinella – <strong>Manual de Direito Processual Civil: inteiramente estruturado à luz do novo CPC, de acordo com a Lei 13.256, de 4-2-2016</strong>. São Paulo: Saraiva, 2016, p. 331.</li>
<li>DIDIER JR., Fredie – <strong> Cit</strong>. Vol.1. Salvador: Juspodvim, 2017, p. 311.</li>
<li>OLIVEIRA, Décio; OLIVEIRA, Wilma. Por quê o nome constelações? <strong>Instituto Desenvolvimento Sistêmico para a Vida (IDESV)</strong>. [Consult. 13 nov. 2019]. Disponível em <a href="http://constelacaodeciowilma.com.br/index.php/perguntas-frequentes">http://constelacaodeciowilma.com.br/index.php/perguntas-frequentes</a></li>
<li>TREDINNICK, André – Delineamentos democráticos da Constelação Familiar no Poder Judiciário. In <strong>Anais do Seminário Nacional de Constelações Familiares na Justiça:</strong> Práticas de Constelação Familiar no Judiciário, Rio de Janeiro, 2017. Rio de Janeiro: Práxis Sistêmica, 2017.</li>
<li>TREDINNICK, André; FERREIRA, Juliana – <strong>Conversando sobre Constelação Familiar na Justiça</strong>, São Paulo: Tirant Lo Blanch, 2019.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autoras</p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class=" wp-image-7907 alignleft" src="https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Rachel-300x300.jpg" alt="" width="220" height="220" srcset="https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Rachel-300x300.jpg 300w, https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Rachel-150x150.jpg 150w, https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Rachel-600x600.jpg 600w, https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Rachel.jpg 640w" sizes="(max-width: 220px) 100vw, 220px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Rachel Serodio de Menezes</strong></p>
<p>Advogada. Mestranda em Ciências Jurídicas pela Universidade Autônoma de Lisboa (UAL). Especializada em direito civil e processo civil pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV Rio). Consteladora familiar pela Associação Práxis Sistêmica. Membro da Ordem dos Advogados do Brasil &#8211; Seção do Rio de Janeiro (OAB/RJ). Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class=" wp-image-7906 alignleft" src="https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Juliana.jpg" alt="" width="213" height="213" srcset="https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Juliana.jpg 250w, https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Juliana-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 213px) 100vw, 213px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Juliana Lopes Ferreira</strong></p>
<p>Advogada. Mestra em Direito pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Conciliadora Judicial pelo TJRJ. Mediadora pelo Mediare, TJRJ e NUMEC/UFRJ. Consteladora sistêmica treinada por Ruth Barbosa. Membro da Associação Práxis Sistêmica, <a href="http://www.praxisistemica.com.br">www.praxisistemica.com.br</a>.</p>
<p>Fonte: Empório do Direito</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Dilema de Sísifo do Poder Judiciário Brasileiro por André Tredinnick</title>
		<link>https://www.praxisistemica.com.br/o-dilema-de-sisifo-do-poder-judiciario-brasileiro-por-andre-tredinnick/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2019 21:37:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[André Tredinnick]]></category>
		<category><![CDATA[Violência familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No mito, Sísifo foi condenado a carregar uma pedra até o cume de uma montanha e, quando estava para completar o seu dever, a pedra sempre rola ao pé da montanha, e Sísifo tem de reiniciar a tarefa novamente, por</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<article>
<div class="printable">
<p>No mito, Sísifo foi condenado a carregar uma pedra até o cume de uma montanha e, quando estava para completar o seu dever, a pedra sempre rola ao pé da montanha, e Sísifo tem de reiniciar a tarefa novamente, por toda a eternidade.</p>
<p>Quem foi Sísifo na mitologia grega, o que nos informa a tradição sobre esse personagem e porque foi dessa forma punido? Precisamos assim retornar às fontes originárias, na tentativa de compreender essa representação.</p>
<p>Em uma das mais antigas representações do Mito de Sísifo, Rei de Corinto e o mais astucioso dos homens(1), ele se encontra no mundo dos mortos, observado por Perséfone em seu palácio no Tártaro, carregando em suas mãos uma pedra gigantesca da base de uma montanha em direção ao cume (Ânfora, VI A.C.).</p>
<p>Várias são as versões que explicam porque Sísifo teve essa sorte. Em uma delas teria até usado de astúcia para descobrir que Autólicos era um ladrão de gado. Esse ladrão ardiloso roubava o gado e o transformava, de modo que o proprietário não podia mais reconhecê-los no dia seguinte. Sísifo, contudo, marcou os animais nos cascos. Na outra, enviado ao Tártaro por desobedecer Zeus, enganou a morte personificada em Tânatos. Elogiou sua beleza e com isso a convenceu a aceitar um colar, que na verdade era uma coleira, o que aprisionou a morte, impedindo que as pessoas morressem. Hades não admitiu essa situação e libertou Tânatos e enviou Sísifo para o mundo dos mortos. Porém, Sísifo pediu à esposa para não sepultá-lo e com isso convenceu Hades a deixá-lo voltar para o mundo dos vivos por um dia para providenciar seu enterro. Quando retornou, fugiu com sua esposa. Acabou capturado por Zeus.</p>
<p>Por esses fatos desses recebeu a conhecida pena eterna.</p>
<p>Mas diante dessas versões do Mito de Sísifo, apenas nas Fábulas de Caio Júlio Higino vemos que a tragédia familiar foi a causa de sua sorte no Hades(2).</p>
<p>Nessa obra(3), os filhos de Éolo, os irmãos Sísifo e Salmoneu possuíam rivalidade tal que<span style="text-align: right;"> se tornaram inimigos odientes. Sísifo perguntou ao oráculo de Delfos, como poderia eliminar o irmão. Interpretando a vontade de Apolo, o oráculo lhe disse que, se violentasse Tiro, filha de seu irmão Salmoneu, e tivesse filhos com ela, eles seriam seus vingadores. Sísifo perpetra o ignóbil crime e Tiro engravida de gêmeos. Nascidas as crianças, a mãe, sabedora da maldição, as mata.</span></p>
<p>O que aconteceu com Sísifo? Nessa interpretação devemos ter cuidado com as “aproximações” da patrística na interpretação dos termos: “Mas, quando Sísifo descobriu (&#8230;) Diz-se que agora, devido à sua impiedade (4), nas regiões inferiores (5) rola com os ombros uma pedra monte acima, e que, quando a conduz até o extremo cume, em seguida ela rola novamente para baixo, às suas costas”(6). Essa pedra, que HOMERO lembra ser monstruosa (7) &#8211; (Odisseia, Canto XI, 593-4), não é empurrada, mas carregada nos ombros de Sísifo morro acima, num esforço eterno, porém inútil.</p>
<p>Nas palavras de CAMUS: “Ils avaient pensé avec quelque raison qu’il n’est pas de punition plus terrible que letravail inutile et sanses poir.”(8). Não há castigo mais terrível do que o trabalho inútil e sem esperança.</p>
<p>Na verdade, para Camus, existencialista, Sísifo teria decidido compreender que não se encontrava em uma expiação, mas que se colocava por vontade própria naquele esforço, por não aceitar a lei dos deuses, e por sua iniciativa decidiu encenar aquele trabalho repetitivo e eterno; assim, seria livre. “Diante do absurdo devemos, de alguma forma metafórica, nos revoltar. A “revolta” é a consciência de nossa condição, mas sem a resignação”(9).</p>
<p>Essa violência familiar indica a representação dos arquétipos da Hýbris(10), do excesso e da desmedida, e da Dike, do equilíbrio da natureza cíclica. Píndaro(11) alertava que a presença da deusa da desmedida era causa da ruína da cidade.</p>
<p>Essa foi a (hýbris) de Sísifo, termo do grego arcaico que indica sua afronta ou impertinência, ou comumente o uso intencional da violência para humilhar ou degradar, que o coloca no sentido trágico da existência.  anota Alves, com apoio a Boriaud(12) somente Higino, apresenta essa versão do fundamento do castigo de Sísifo. Não a mais divulgada, a de ter revelado o segredo dos deuses. Nem sempre, no conceito de hybris, há o excesso na tentativa de igualar-se o homem aos deuses, ultrapassando o metron, usurpando-lhes as potências ou segredos.</p>
<p>A ideia de pretender ser o que não se é, uma pulsão não de superação, mas de ter-se mais potente do que se é, essa ausência de reflexão autocrítica, incita os humanos a violar a ordem cósmica, onde se inserem os deuses(13). A hybris ameaça revirar a ordem bela e justa do mundo, e é contra essa violação do bem ordenado kosmos que a hybris exige o reequilíbrio do todo, não pela culpa do que se tomou dela, mas para manter “respeito e preocupação com o mundo”(14).</p>
<p>Em determinada medida, se todos os esforços para solucionar uma questão indicam que o problema na verdade é maximizado pelas soluções apresentadas, impõe a inteligênciam mediana que a questão seja analisada por outra perspectiva, buscando uma solução diversa daquela até então empregada, sem resultado.</p>
<p><strong><img decoding="async" loading="lazy" src="http://emporiododireito.com.br/uploads/filemanager/source/conversando%20sobre%20direito.png" alt="" width="522" height="522" /></strong></p>
<p>Para saber mais sobre o assunto, confira o livro “Conversando sobre Constelação Familiar na Justiça.”, coordenada pelos autores André Tredinnick e Juliana Lopes Ferreira e publicada pela Empório do Direito, editora Tirant Lo Blanch, lançada no dia 03 de outubro de 2019.</p>
<p><strong>Notas e Referências</strong></p>
<p>1. Ilíada, IV, 154. Mas Eurípedes, Medeia, 364: “Astuto e famoso por truques inescrupulosos”. In: HOMERO. Ilíada. Trad. Haroldo de Campos. 2 v. São Paulo: Arx, 2003</p>
<p>2. ROSE, H. J. An Unrecognized Fragment of Hyginus, Fabvlae. The Classical Quarterly, 1929, vol. 23, nº. 2, p. 9-99.</p>
<p>3. Ibidem, Fabulae 239.</p>
<p>4. Não como a “falsa adoração aos deuses”, como “impietatem, id est, divini cultus prevaricationem”, negação do termo augustiniano.</p>
<p>5. “Apud inferos”, “entre os mortos”, ou, por metonímia, “mundo inferior”, como em Cícero, Tusc., 1.5.10.</p>
<p>6. Utilizamos as traduções de ALVES e GRANT.</p>
<p>7. HOMERO. Odisseia. Tradução de Odorico Mendes; org. Antônio Medina Rodrigues, pref. Haroldo de Campos. São Paulo: Ars Poetica/EDUSP, 2000, p. 593-594.</p>
<p>8. CAMUS, Albert. Le Mythe de Sisyphe. Paris: Gallimard, second, expanded edition, 1945, p. 301.</p>
<p>9. Ibidem. Grifos acrescidos.</p>
<p>10. Baquílides, na tradução de MELLO (2012):</p>
<p>“Ó troianos diletos-de-Ares</p>
<p>Zeus [que governa do alt]o e tudo vê</p>
<p>não é o responsável pelas grandes dores humanas</p>
<p>mas em [mei]o a todos os homens jaz a chance de</p>
<p>alcançar a reta justiça, companheira do sagrado</p>
<p>Bom Governo (Eunomia) e das prudentes Leis (Themis);</p>
<p>os f[ilhos] dos afortunados com ela escolhem conviver.</p>
<p>Mas a destemida Húbris, que</p>
<p>com variados truques e desatinos</p>
<p>ilícitos vicejando, riquez[a] e poder de um</p>
<p>num instante entrega a outro</p>
<p>para depois enviá-lo à profunda ruína,</p>
<p>aque]la até os arrogantes filhos</p>
<p>da Terra], os Gigantes, destruiu”.</p>
<p>“Ode 15. Ditirambo 1 de Baquílides. The Poems and Fragments. Cambridge University Press. 1905. Odes. 1991. The Annenberg CPB/Project provided support for entering this text. Bacchylides The Annenberg CPB/Project provided support for entering this text.” In: In: MELLO, M. Os ditirambos de Baquílides: um poeta entre dois mundos. 2012. Dissertação (Mestrado em Letras Clássicas) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.</p>
<p>11. “Hybris (insolência) é a ruína das cidades&#8230; Nunca pode a vergonhosa Hybris facção trazer em seu séquito e aproveitar a companhia dos cidadãos, quando eles se esqueceram de sua coragem.” Tradução do próprio autor. In: In: SANDYS, John. The odes of Pindar including the principal fragments. London: William Heinmann. New York: The Macmillan Co., 1915, p. 151.</p>
<p>12. É notável a singularidade dessa versão da causa do castigo de Sísifo, transmitida apenas por Higino nesta fábula, cf. Boriaud (1997, p. 53 nota ad loc.): “Este episódio é transmitido apenas por Higino” (“Cet épisode est donné par le seul Hygin”). Hoyo e Ruiz (2009, p. 145 nota 325) sugerem a possibilidade de se derivar de algum texto teatral. Na versão mais conhecida, o crime de Sísifo teria sido revelar a Asopo quem havia raptado a filha deste, Egina (Ésquilo, frag. 225-234; Apol. Bibl. I. 9, 4; Paus. II. 5. 1); ou, ainda, ter revelado os segredos dos deuses (Serv. A. En. VI, 616). Cf. ainda Rose (1963:42-48). É nesse esforço inútil, resultado dessa desmedida, antinatural, de pretender solucionar de modo unificado todos os conflitos, que surge a hýbris do Poder Judiciário brasileiro.</p>
<p>13. FERRY, LUC. A Sabedoria dos Mitos Gregos. São Paulo: Saraiva, 2009.</p>
<p>14. Idibem, p. 171.</p>
<p>&nbsp;</p>
<article>
<div class="printable">
<p>Imagem Ilustrativa do Post: família // Foto de: <a class="owner-name truncate" title="Vá para a galeria de Dun.can" href="https://www.flickr.com/photos/duncanh1/" data-track="attributionNameClick" data-rapid_p="59">MabelAmber</a> // Sem alterações</p>
<p>Disponível em: <strong><a href="https://pixabay.com/pt/photos/mulher-homem-crian%C3%A7a-casal-pai-3602245/">Pixabay</a></strong></p>
<p>Licença de uso: https://creativecommons.org/publicdomain/mark/2.0/</p>
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</article>
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<p>&nbsp;</p>
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<p>O TEXTO É DE RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DO AUTOR, NÃO REPRESENTANDO, NECESSARIAMENTE, A OPINIÃO OU POSICIONAMENTO DO EMPÓRIO DO DIREITO.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><a href="https://emporiododireito.com.br/perfil/andre-tredinnick" rel="author">André Tredinnick é Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). Titular da 1ª Vara de Família da Regional da Leopoldina. Coordenador Adjunto do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) Leopoldina. Mestrando em Justiça e Saúde (EMERJ/FIOCRUZ). Especialista em filosofia antiga (PUC-Rio). Membro do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) do TJRJ. Membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD). Membro do Instituto Brasileiro do Direito de Família (IBDFAM). Membro da Law Enforcement Against Prohibition (LEAP) Brasil.</a></p>
<p>Publicado originalmente em <strong><a href="https://emporiododireito.com.br/leitura/o-dilema-de-sisifo-do-poder-judiciario-brasileiro">Empório do Direito</a></strong></p>
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		<title>O dia em que Minha Consciência se tornou Negra</title>
		<link>https://www.praxisistemica.com.br/o-dia-em-que-minha-consciencia-se-tornou-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2019 19:19:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O feriado do dia vinte de novembro é comemorado desde 2003, mas oficialmente foi instituído em âmbito nacional mediante a lei n° 12.519 em 2011. A data é um convite a reflexão sobre a inserção do negro na sociedade e um marco na luta contra o racismo, pois nesse dia foi morto Zumbi dos Palmares no ano de 1695. Embora os negros representem 55,4% da população brasileira, pesquisas apontam que a representatividade dessa galera está muito aquém do que deveria, e isso no âmbito educacional, social e econômico. Quero convidá-lo para uma conversa também sobre esses números, mas principalmente para uma reflexão sobre um tipo de preconceito que ainda não foi mensurado e que tem causado danos irreparáveis. Vem comigo nesse bate papo?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A definição de racismo se dá sobre o preconceito e discriminação direcionados a quem possui uma raça ou etnia diferente. Para os que vivem na pele essa teoria, existe uma forma mais prática de definição: “Seguranças de um shopping center já me seguiram sem motivo algum”; “Já me disseram que meu corpo era perfeito mas que eu deveria usar um saco de papel na cabeça porque o rosto e o cabelo não ajudava”; “Certa vez um médico oftalmologista recusou-se a prestar atendimento alegando que meu problema não era de visão e sim de analfabetismo, mesmo sendo eu formada”; “sempre tive problema com baixa autoestima e no dia que resolvi conversar com uma psicóloga, ela me orientou a juntar dinheiro e fazer uma cirurgia plástica para diminuir os lábios e afinar o nariz”. Essas são algumas das minhas experiências de racismo, mas tem muita gente por aí achando que a melhor definição seria mimimi.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os que tiveram oportunidade de acompanhar a Exposição Histórias Afro-Atlânticas no Masp em São Paulo, observou um vídeo gravado no Rio de Janeiro há poucos anos que instruía a população negra como se portar caso fossem abordados por policiais, minimizando os riscos de serem mal interpretado (julgados como criminosos).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ao longo de 300 anos o Brasil recebeu cerca de 46% dos 11 milhões de africanos e africanas que desembarcaram compulsoriamente nesse lado do Atlântico.” Apesar desse grande número, pouco se vê ou ouve sobre a cultura africana nesse país. Como diz Lázaro Ramos no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Na minha Pele</span></i><span style="font-weight: 400;">: “Ao contrário do que nos ensinaram nas escolas, Zumbi dos Palmares nunca foi um rebelde, mas alguém que lutou veemente contra um sistema que não era justo. Nunca deveríamos chamar nossos ancestrais de escravos, e sim de africanos escravizados, e que a liberdade não veio de uma canetada da princesa imperial, mas após muita luta”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É exatamente sobre essas entrelinhas que gostaria de convidar você meu querido leitor a refletir. Existe um tipo de racismo, não apenas em nosso país, mas no mundo, que não pode ser mensurado, porém é tão prejudicial quanto aquele verbalizado ou explicito em ações preconceituosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; Ok Solange alguns dados que você trouxe aqui já entendi, o que não entendi ainda foi essa história de que sua consciência não era negra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já viram o vídeo no YouTube chamado “Wish a Doll (Black Doll White Doll Experiment)?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inconscientemente essas crianças de alguma forma associaram a cor da pele negra como sendo feia e mau.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há uns sete anos um amigo questionou o porquê eu não deixava o cabelo natural. Prontamente respondi porque não queria, gostava dele liso. Faz exatamente um ano que cortei o cabelo e estou deixando crescer sem o uso de química. Não foi uma decisão fácil, chorei durante uma semana. E só cortei mesmo porque na época minha chefe Márcia Regina, garantiu de todas as formas que eu não desistisse. Foi após esse episódio que entendi que a resposta à pergunta do meu amigo na verdade seria, “porque tenho medo”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O medo que inconscientemente mantive por anos e só o percebi recentemente foi plantado e suprido por pequenas ações da mídia e também por pessoas próximas. Frase simples, ditas de forma incompreensível, mas carregada de crueldade, como por exemplo “Vai sair com o cabelo assim!?”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual conceito de beleza nos foi ensinado? Quantas vezes os negros atuaram e ainda atuam em papeis que os retratem exclusivamente como serviçais. “Essas são marcas que ficam gravadas como tatuagem e nem sempre percebemos seu efeito em nós”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As palavras negro e resistência tomaram-se sinônimos. Os discursos acalorados e emocionados quase nos fazem acreditar que uma vida de resistência é uma vida boa. Já imaginou quanta resistência existe em cada olhar de desconfiança, repulsa ou pena; resistir todas as vezes que não fomos considerados padrões de beleza… São pequenos incômodos- que para muitos inexistente — que nos fazem não apenas resistir, mas também deixar de existir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O dia 20 de novembro faz parte de um movimento importante, em que todos devem compreender o quanto a cultura negra é sensível e profunda. Porém mais do que um dia de militância, deve ser um dia de consciência, sobre si e os outros. Aprendi que o amor próprio de um negro é construído. Demorei trinta anos para entender, mas estou construindo o meu. Hoje não só respeito meus traços físicos como os admiro, eu tomei consciência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meu amigo se você seguiu até aqui, permita-me dizer algumas palavras mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não gostaria que mais nenhuma criança negra precisasse tomar consciência do quanto sua cultura é rica e profunda. Mas para isso precisamos estar mais atentos. Sem dúvidas, medidas públicas devem ser criadas e incentivadas. Porém cruzar os braços e esperar unicamente pelo governo é o mesmo que apoiar a cultura do racismo no Brasil. O processo de tornar a consciência negra ainda não é natural, exige um outro olhar, exige colocar-se no lugar do outro, exige olhar para si, envolve dor e resistência, mas por fim, é um movimento libertador. Seja você negro ou não… A luta envolve todos!</span></p>
<h6><span style="font-weight: 400;">Divido aqui alguns materiais que me ajudaram nesse processo:</span></h6>
<p><span style="font-weight: 400;">TED “O perigo da história única”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Livro: Na minha Pele, Lázaro Ramos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Livro: O olho mais azul (ainda não li, mas é uma forte indicação).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Peça: Todo camburão tem um pouco de navio negreiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Peça: O Topo da Montanha, com Lázaro Ramos e Taís Araújo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talk Show: Entrevista de Barack Obama para David Letterman.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">AUTORA:</span></p>
<p><img decoding="async" loading="lazy" class="alignnone size-medium wp-image-7895" src="https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1_8WdztBLQGbwPso61fkgiNQ-300x200.jpeg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1_8WdztBLQGbwPso61fkgiNQ-300x200.jpeg 300w, https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1_8WdztBLQGbwPso61fkgiNQ-768x512.jpeg 768w, https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1_8WdztBLQGbwPso61fkgiNQ-775x517.jpeg 775w, https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1_8WdztBLQGbwPso61fkgiNQ.jpeg 866w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><b>Solange Luz -CONTENT Marketing Leader da Voicers. </b>Responsável pela curadoria e criação de conteúdos www.voicers.com.br</p>
<p>Publicado originalmente em <a href="https://emporiododireito.com.br/leitura/o-dia-em-que-minha-consciencia-se-tornou-negra">Emporio do Direito</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tudo Muda </title>
		<link>https://www.praxisistemica.com.br/tudo-muda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ruth Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Nov 2019 21:02:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ruth Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Zona de conforto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vivemos em um eterno processo de mudanças. Tudo muda! O tempo todo. As coisas mudam. A única coisa que não muda é a própria mudança. Contudo, quase sempre, nós resistimos. Desde muito cedo, olhamos as mudanças como inimigas ou destruidoras</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos em um eterno processo de mudanças. Tudo muda! O tempo todo. As coisas mudam. A única coisa que não muda é a própria mudança. Contudo, quase sempre, nós resistimos. Desde muito cedo, olhamos as mudanças como inimigas ou destruidoras do nosso conforto. Quando éramos crianças, por vezes, os adultos personificavam um terreno permeado pelo medo, insegurança, gritos ou ausências.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois, quando nos tornamos adultos, chegam responsabilidades associadas ao peso de frases, tais como: &#8220;comerás o pão com o suor do seu rosto.”. A vida, que deveria ser fluida, vai se tornando pesada com a internalização de inúmeros padrões familiares, sociais e culturais. Dessa forma, seguimos uma vida inteira arrastando correntes de crenças que impedem o florescimento de nossas potencialidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, as mudanças são inevitáveis. E quando conjugadas aos processos internos de resistência resultam em dor e sofrimento. O resultado desse processo é o caos que se instala, obrigando-nos a decidir: retornar ao conforto conhecido ou despertar o próprio potencial para explorar o novo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poucas pessoas percebem que a fé em um Criador é fundada na crença em si. Afinal, do que adianta acreditar que existe um Criador e não acreditar na criação? Dito de outra forma: como acreditar em um Criador e não acreditar em si mesmo(a)?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliás, não nos disseram que as pessoas são como são. Não nos disseram que existe uma grande variedade de formas de ver o mundo, tampouco que cada pessoa vê o mundo de um modo particular. É certo que podemos escolher viver em relações familiares e sociais como também podemos escolher não conviver. Essas opções, entretanto, não nos impedem de compartilhar conhecimentos, disponibilidades e recursos com as outras pessoas. Convivendo ou não com determinadas pessoas, nada impede o exercício da solidariedade com senso, prudência, alegria e fé.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a escolha de abrir a alma para o novo vem associada ao receio de não dar conta do desconhecido. Esse sentimento decorre da crença na existência de um mundo hostil e povoado de problemas. Os problemas, contudo, são apenas construções humanas. Na qualidade de seres humanos e, portanto, dotados de força interna inerente à condição humana, estamos aptos a encontrar as melhores soluções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Note-se que sempre será possível escolher retornar ao conforto anterior, mas a sensação de vazio decorrente dessa escolha é implacável e rapidamente se instala. Daí a existência de pessoas que, sistematicamente, preenchem a própria existência pela busca de distrações. No entanto, a tentativa de apartar-se da realidade é potencialmente geradora de brechas para a chegada da depressão e, novamente, do caos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, acreditar na própria potencialidade e nas infinitas possibilidades que estão ligadas as escolhas, estas que tanto podem ser escolhas por mudanças ou opções pela paralisia, darão o tom da música interna que ouviremos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aproveitando a oportunidade, sugiro a música Todo Cambia, de Mercedes Sosa, para ouvirmos com a Alma.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Mercedes Sosa - Todo cambia (en vivo)" width="891" height="501" src="https://www.youtube.com/embed/_vPnqCxIItw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Todo Cambia</b></p>
<p><span style="font-family: inherit; font-size: inherit;">Cambia lo superficial</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cambia también lo profundo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia el modo de pensar</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia todo en este mundo</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cambia el clima con los años</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia el pastor su rebaño</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Y así como todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Que yo cambie no es extraño</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cambia el más fino brillante</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">De mano en mano su brillo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia el nido el pajarillo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia el sentir un amante</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cambia el rumbo el caminante</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Aúnque esto le cause daño</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Y así como todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Que yo cambie no es extraño</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cambia el sol en su carrera</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cuando la noche subxiste</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia la planta y se viste</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">De verde en la primavera</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cambia el pelaje la fiera</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia el cabello el anciano</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Y así como todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Que yo cambie no es extraño</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pero no cambia mi amor</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Por más lejo que me encuentre</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Ni el recuerdo ni el dolor</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">De mi pueblo y de mi gente</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lo que cambió ayer</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Tendrá que cambiar mañana</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Así como cambio yo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">En esta tierra lejana</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pero no cambia mi amor</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Por más lejo que me encuentre</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Ni el recuerdo ni el dolor</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">De mi pueblo y de mi gente</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lo que cambió ayer</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Tendrá que cambiar mañana</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Así como cambio yo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">En esta tierra lejana</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Cambia, todo cambia</span></td>
<td><b>Tudo Muda</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muda o superficial</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda também o profundo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda o modo de pensar</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda tudo neste mundo</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muda o clima com os anos</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda o pastor e seu rebanho</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">E assim como tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Que eu mude não é estranho</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muda o mais fino brilhante</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">De mão em mão seu brilho</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda o ninho o pássaro</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda a sensação de um amante</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muda o rumo do andarilho</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Ainda que isto lhe cause dano</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">E assim como tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Que eu mude não é estranho</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muda tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda tudo muda</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: inherit; font-size: inherit;">Muda o sol em sua corrida</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a noite o substitui</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda a planta e se veste</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">De verde na primavera</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muda a pelagem a fera</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda o cabelo o ancião</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">E assim como tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Que eu mude não é estranho</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não muda meu amor</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Por mais longe que eu me encontre</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Nem a recordação nem a dor</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">De meu povo e de minha gente</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mudou ontem</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Terá que mudar amanhã</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Assim como eu mudo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Nesta terra tão longínqua</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muda tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda tudo muda</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não muda meu amor</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Por mais longe que eu me encontre</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Nem a recordação nem a dor</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">De meu povo e de minha gente</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mudou ontem</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Terá que mudar amanhã</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Assim como eu mudo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Nesta terra tão longínqua</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muda tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda tudo muda</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Muda, tudo muda</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<div class="pvc_clear"></div>
<p id="pvc_stats_7888" class="pvc_stats all  " data-element-id="7888" style=""><i class="pvc-stats-icon medium" aria-hidden="true"><svg aria-hidden="true" focusable="false" data-prefix="far" data-icon="chart-bar" role="img" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 512 512" class="svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x"><path fill="currentColor" d="M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z" class=""></path></svg></i> <img decoding="async" loading="lazy" width="16" height="16" alt="Loading" src="https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/plugins/page-views-count/ajax-loader-2x.gif" border=0 /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Que gente é essa?</title>
		<link>https://www.praxisistemica.com.br/que-gente-e-essa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Adriana Bravim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2019 20:04:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adriana Bravim]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Tipo de gente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.praxisistemica.com.br/?p=7882</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tem gente que passa um tempo tentando registrar momentos que não viveu, que apenas pelo buraco da câmera conheceu; Tem gente que passa um tempo pensando no que passou, medindo o passado que restou ou cristalizado no tempo que marcou;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Tem gente que passa um tempo tentando registrar momentos que não viveu, que apenas pelo buraco da câmera conheceu;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem gente que passa um tempo pensando no que passou, medindo o passado que restou ou cristalizado no tempo que marcou;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem gente que passa um tempo pensando no que pode acontecer, nas contas a pagar e na fila do banco a enfrentar;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem gente que passa um tempo na distração da TV, assistindo às notícias que não quer ver e à previsão do tempo que não adianta saber;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem gente que passa um tempo fazendo comparações e calculando direções, mas nem sabe pra quê;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem gente que passa um tempo sem tempo de ser alguém, porque pensa que o tempo é algo que nunca tem;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem gente que passa um tempo dizendo que é melhor dar um tempo, pra não dizer que o tempo acabou pra alguém;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem gente que passa um tempo com passatempos, porque não entende o valor do tempo que tem;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem gente que passa um tempo dizendo que queria ter mais tempo, mas não percebe a perda de tempo, que vai e não volta pra ninguém;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem gente que passa um tempo procurando a si mesmo, mas perde tempo nesse meio tempo e desperdiça o tempo que tem;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem gente que passa um tempo pensando no tempo passado e não percebe a força que perde quando se entretém;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felizmente, tem gente que aproveita um lapso de tempo, inicia um novo tempo com o pouco tempo que tem, e faz a diferença na vida de alguém.</span></p>
<div class="pvc_clear"></div>
<p id="pvc_stats_7882" class="pvc_stats all  " data-element-id="7882" style=""><i class="pvc-stats-icon medium" aria-hidden="true"><svg aria-hidden="true" focusable="false" data-prefix="far" data-icon="chart-bar" role="img" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 512 512" class="svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x"><path fill="currentColor" d="M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z" class=""></path></svg></i> <img decoding="async" loading="lazy" width="16" height="16" alt="Loading" src="https://www.praxisistemica.com.br/wp-content/plugins/page-views-count/ajax-loader-2x.gif" border=0 /></p>
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		<item>
		<title>Ruth Barbosa conversa com juíza Andréa Pachá sobre peça de teatro &#8220;Casa da familia&#8221; na rádio CBN</title>
		<link>https://www.praxisistemica.com.br/ruth-barbosa-conversa-com-juiza-andrea-pacha-sobre-peca-de-teatro-casa-da-familia-na-radio-cbn/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2019 09:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ruth Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Coluna A Vida na Justiça com juíza Andrea Pachá da rádio CBN apresentou no último programa o tema Constelação Familiar como uma técnica alternativa para resolver conflitos familiares. Ruth Barbosa presidente da Associação Práxis Sistêmica trouxe sua experiência e conhecimento</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Coluna A Vida na Justiça com juíza Andrea Pachá da rádio CBN apresentou no último programa o tema Constelação Familiar como uma técnica alternativa para resolver conflitos familiares. Ruth Barbosa presidente da Associação Práxis Sistêmica trouxe sua experiência e conhecimento nessa área para auxiliar na compreensão dessa nova técnica utilizada na justiça.</p>
<p>Acompanhe alguns trechos dessa entrevista.</p>
<p><strong>Juíza Andrea Pachá</strong>: “A gente tem que lembrar que todas as vezes que falamos em uma ruptura afetiva, no fim de um casamento, nos conflitos que envolvem guarda de filhos, pensão alimentícias, estamos falando de um momento muito difícil para as pessoas que passam por ele. São dores profundas que nem sempre podem ser resolvidas com uma sentença  ou com intervençãodo Estado, é bom lembrar que a gente vive em um momento social em que grande parte das pessoas é refratárias a qualquer tipo de contrariedade, a qualquer tipo de perda, então lidar com perda nessa sociedade tem sido muito difícil. Há uma urgência em passar pelos problemas como se existisse uma vara magica que restabelecesse o afeto, ou que fizesse as pessoas sofrerem menos. A gente precisa enfrentar o momento da dor, precisa saber que aquele momento vai passar e buscar alternativas que não são encontradas apenas na justiça mas em outras portas que se abrem para auxiliar nesse momento de luta e de perda, a terapia, as mediações, a possibilidade de fortalecimento da autonomia de vontade, para que as pessoas possam compactuar sobre as questões objetivas  do divórcio com menos dor ou com menos sofrimento.</p>
<p><strong>Bianca:</strong> Essas técnicas estão no centro de uma peça de teatro, vamos conversar com a presidente da Associação Práxis Sistêmica Ruth Barbosa, para falar sobre esse espetáculo que está em cartaz no Centro Cultural do Poder Judiciário e tem como pano de fundo a prática chamada Constelação Familiar&#8230;</p>
<p><strong>Ruth Barbosa:</strong> Estamos há quatro anos fazendo esse trabalho na Justiça, e quando você fala sobre questões das pessoas terem dificuldade com a dor e buscarem sair dela com a mais rapidez possível, é verdade, porque existe uma construção social para isso. Quando as pessoas desaguam na justiça elas querem que alguém resolva aquela dor que elas têm, e encontram muitas vezes barreiras imensas porque são vistas como números de processos. Apenas quando acontece pessoas como você Andrea Pachá, Dr. André Tredinnicke, Mylène Vassal e outros que já tem um novo olhar para essas pessoas, e elas se sentem vistas. Um dos grandes problemas que enfrentamos na sociedade atual é exatamente pessoas que não são vistas, nessa sociedade partida algumas pessoas são totalmente invisíveis.</p>
<p><strong>Bianca:</strong> E essa peça de teatro coloca justamente essas pessoas como protagonistas. A peça está em cartaz na próxima semana nos dias 30 de outubro e 01 de novembro.</p>
<p><strong>Ruth Barbosa:</strong> “Casa da Família” é um trabalho de final do curso de Formação de Consteladores. A peça escrita por Cristina Biscaia roteirista em colaboração com o Dr. André Tredinnicke e comigo, relata os casos que aparecem, porque todos os casos que desaguam no judiciário têm um ponto em comum, todos querem ser felizes, e não conseguem porque tem seus próprios emaranhamento. Como se aprende a amar? Não se aprende amar, se aprende a odiar, a sociedade produz isso, os próprios sistemas familiares equivocados produzem isso. O espetáculo foi apresentado no espaço Arena Dricó, na Penha, ficamos emocionados de ver as pessoas rendidas a arte, porque a arte salva.</p>
<p><strong>Bianca:</strong> Teremos uma sessão inclusiva, com áudio descrição e intérprete de Libras, no palácio da justiça no Rio de Janeiro, na próxima quarta e quinta feira, na rua Dom Manoel, 29. Entrada Gratuita, ingressos distribuídos 30 minutos antes do evento. Dr. Andrea nada como aproxima o cidadão da Justiça através da arte.</p>
<p><strong>Juíza Andrea:</strong> Tem uma coisa que é muito interessante principalmente Direito de Família, quando você vê o teu sofrimento reproduzido em um filme, no teatro em uma novela em um livro, você se sente menos solitário, porque você percebe que a tua dor é parecida com a dor de muitas outras pessoas. O Dr. André Tredinnicke é um juiz excelente e tem trabalhado de uma forma muito insistente nessas alternativas de soluções de litígios e não um enfrentamento judicial&#8230; Então todo mundo que tiver oportunidade eu sugiro assistir ao espetáculo que é de graça, é uma forma de entender como funciona esse mecanismo, e entender também que dentro do judiciários faz usos de métodos que não são sentenças que não são prisões, mas que são espaços nos quais as próprias pessoas conseguem buscar soluções para seus conflitos&#8230;</p>
<p>Ouça a entrevista completa em:</p>
<blockquote><p><a href="https://podcasts.google.com/?feed=aHR0cHM6Ly9hdWRpby5nbG9ib3JhZGlvLmdsb2JvLmNvbS9wb2RjYXN0L2ZlZWQvMTE1L2Nibi1kaXJlaXRvLWRlLWZhbWlsaWE&amp;ep">CBN Direito de Família &#8211; Andréa Pachá</a></p>
<p style="text-align: left;"><em>Foto: Marcos Queiroz</em></p>
</blockquote>
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		<title>Entre nós</title>
		<link>https://www.praxisistemica.com.br/entre-nos-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2019 00:50:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Juliana Lopes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cabelo dela está um emaranhado só, pensava a professora da escola enquanto tentava desembaraçar os nós do cabelo da criança. A mãe já tinha sido informada do baixo rendimento escolar e da falta de cuidado que aparentava ao chegar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O cabelo dela está um emaranhado só, pensava a professora da escola enquanto tentava desembaraçar os <em>nós</em> do cabelo da criança. A mãe já tinha sido informada do baixo rendimento escolar e da falta de cuidado que aparentava ao chegar ao colégio. Mas parecia não adiantar. A criança continuava do mesmo jeito.</p>
<p>A professora fez uma anotação mental para abordar esse assunto com mais veemência no próximo encontro com os pais. Afinal, eles precisavam tomar providências. Por fim, penteando o cabelo da menina e amarrando-o com um laçarote amarelo, liberou a criança para ir junto aos demais alunos.</p>
<p>O tempo passou arrastando e quando pensava estar quase livre daquele dia de trabalho, as professoras reuniram-se com a diretora para reforçar os pedidos ainda não atendidos por ela, como os cursos de atualização para inclusão escolar. Desculpando-se tal qual outras vezes, a diretora respondeu ao encerrar a reunião surpresa: “<em>Nós</em> precisamos ver isso, mas agora não é um bom momento. Sabem como funciona uma escola pública”.</p>
<p>Apressando-se porta afora, a professora corre para pegar o trem a tempo de chegar a Casa e corrigir os trabalhos. Tantas coisas para resolver e algumas tarefas ficaram para depois. Além disso, as notas dos trabalhos precisavam ser lançadas no sistema da escola. Hoje era o prazo fatal!</p>
<p>Com o laçarote escorregando pelos fios de seu já bagunçado cabelo, a garotinha chega a sua casa, tristeza preenchendo todos os espaços do pequeno ambiente. Sua vó a recebe e, em silêncio, põe mais um prato na mesa de jantar. Por mais que seu pai não estivesse mais ali, sua vó continuava com esse hábito. Para ela ainda era difícil aceitar a morte de um filho. E só de pensar nisso, ainda sentia o <em>nó</em> na garganta. Tantas coisas a serem ditas, a avó pensou, com pesar.</p>
<p>Tempos depois a professora finalmente abre a porta de casa. Cansada, deixa sua bolsa na mesa enquanto dirigia-se à cozinha para fazer o jantar quanto antes. Mas logo avistou seu filho terminando de se vestir no quarto.</p>
<p>− Ué, seu pai ainda não veio te buscar? Vou ligar pra saber o que aconteceu.</p>
<p>− Mãe-</p>
<p>− Espera, estou ligando para seu pai.</p>
<p>− Mas mãe-</p>
<p>− Oi, o que houve? Já era para ter buscado seu&#8230; – ela silencia para ouvi-lo. Em seguida, alteia a voz e diz – Como assim você não vem? <em>Nós</em> temos um filho. Você precisa estar presente!</p>
<p>Com a conversa ao telefone de fundo, seu filho desiste de falar com ela e vai até a janela. De lá, observa a pracinha.</p>
<p>− E aí, <em>brother</em>! <em>Nós</em> estamos saindo agora. Vem jogar bola na pracinha com a gente ou não? – pergunta o vizinho todo arrumado com o uniforme da escolinha.</p>
<p>&#8211; Ainda não sei. Tô esperando pra falar com minha mãe.</p>
<p>&#8211; Ah. Qualquer coisa, encontra com a gente lá. Fui. Valeu!</p>
<p>Ele acena e continua debruçado na janela, observando a pracinha.</p>
<p>&nbsp;</p>
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